quinta-feira, 12 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Delírios imperiais do PT

O delírio imperialista do PT e dos ideólogos como Samuel Pinheiro Guimarães está criando um clima de horror para os pequenos empresários em nossa economia. O desastre é certo.
Mesmo o brasileiro mais desatento pode perceber, a olhos nus, os movimentos diplomáticos desastrados que Lula e o PT impuseram ao Brasil nos últimos anos. Alucinação completa: apoio ao Irã e à sua bomba atômica, apoio incondicional a Cuba de Fidel (com desprezo acintoso pelos direitos humanos), apoio ao Hamas e demais movimentos armados palestinos contra Israel, tutela e apoio incondicional a Hugo Chávez (com direito a hostilizar a Colômbia), apoio a Evo Morales, ao bispo polígamo do Paraguai, ao delirante revolucionário do Equador, a desastrosa tentativa de intervenção em Honduras, a cumplicidade com as FARC no âmbito do Foro de São Paulo e, por tabela, com o tráfico de drogas realizado pelos terroristas tornados narcotraficantes.
Não se pode esquecer do deliberado afastamento dos EUA, tanto no que se refere à linha política, quanto ao comércio bilateral. Neste ano aquele país deixou de ser o principal parceiro comercial brasileiro, dando lugar à China, fato que coincidiu com o ápice da perda de mercado dos manufaturados na nossa balança comercial. A China, se compra matérias primas e alimentos, é também uma feroz e desleal concorrente no segmento dos manufaturados. Está destruindo a nossa indústria, a começar pela fatia que tinha no mercado internacional.
Nada ao acaso. Li hoje um longo e esclarecedor artigo de Samuel Pinheiro Guimarães (A América do Sul em 2022) no qual, em 69 parágrafos, o ideólogo máximo da política externa brasileira expressa sua inadequada e pornográfica visão de futuro da nossa diplomacia, que é a visão a ser seguida em caso de vitória da candidata governista, Dilma Rousseff. O resumo de suas teses é que o Brasil deve se comportar com os vizinhos com bonomia e liberalidade, financiando e dando infra-estrutura em nome da integração. Ao mesmo tempo, fazendo da China e da Índia seus parceiros comerciais preferenciais, ignorando por completo os EUA e a União Européia. Em todo o texto um incontido ódio a esses parceiros tradicionais é manifestado. Nas suas palavras:
"Em uma economia mundial em que países como a Índia e a China detêm cerca de 30% da população mundial, com índices de consumo de calorias extremamente baixos, e com economias em rápida e contínua expansão, já que a China cresceu a 10% a.a. em média nos últimos 30 anos e a Índia a 8% a.a. nos últimos dez anos, com escassez crescente de minérios e alimentos, em um contexto de acirrada disputa mundial por recursos, a América do Sul é vista como uma fonte especialmente importante desses recursos".
O ideólogo do PT se esquece que, qualquer que seja o cenário para os próximos anos, EUA e Europa continuarão a ser o centro propulsor da economia mundial e mais faria sentido se aproximar deles, propiciar a integração e fazer da política comercial um instrumento para o bem estar geral dos brasileiros. Na parte final do texto, pomposamente apelidada de "Um plano para a América do Sul", Samuel vai ao limite do delírio quixotesco ao fazer um paralelo entre a situação atual da América do Sul com a Europa de depois da Segunda Guerra Mundial. O recurso sofístico é comparar indicadores econômicos e sociais, como se aqui tivesse havido uma destruição em larga escala, como os escombros daquela guerra chagavam a Europa de então. Propõe algo equivalente ao Plano Marshall, com o principal papel cabendo ao Brasil, naturalmente. Nas suas palavras:
"Os países da região maiores e mais avançados, econômica e industrialmente, terão de articular programas de desenvolvimento econômico para estimular e financiar a transformação econômica dos países menores; abrir, sem exigir reciprocidade, seus mercados e financiar a construção da infraestrutura desses países e sua interligação continental. O Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul - FOCEM é um primeiro passo nesse sentido, ao reconhecer a especial responsabilidade dos países maiores no desenvolvimento do Mercosul e seus princípios podem servir como base para um programa, que terá de ser muito mais amplo, no âmbito sul-americano".
A pergunta que não quer calar: com que dinheiro? O que os brasileiros que não são filiados ao PT ganhariam com isso? O que fazer com os nossos próprios bolsões de pobreza? Claro, na mente do delirante Samuel tudo se passa no mundo do "como se": como se o Brasil fosse rico, como se pudesse exportar capitais em larga escala, como se os países vizinhos quisessem nosso imperialismo de bonomia, como se os EUA fossem ficar de braços cruzados, como se o mundo coubesse na sua pornográfica imaginação.
Essa política já está em curso, como podemos ver na decisão de construir grandes conglomerados empresariais brasileiros, basicamente financiados e protegidos pelo Estado. Veja-se o que está sendo feito com os recursos do BNDES, conforme estampado como manchete principal do jornal Folha de São Paulo de hoje (Doze grupos ficam com 57% dos repasses do BNDES). É o capitalismo dos compadres, que faz do Estado o maior incentivador da concentração empresarial que se tem notícia, destruindo no caminho milhões de pequenas empresas, asfixiadas, por um lado, pelos enormes impostos e regulamentações incumpríveis e, do outro, pela competição desleal dos grandes grupos empresariais subsidiados pelo governo.
O delírio imperialista do PT e dos ideólogos como Samuel Pinheiro Guimarães está criando um clima de horror para os pequenos empresários em nossa economia. O desastre é certo. O PT é o pai e a mãe dos monopólios e oligopólios que matam as pequenas empresas e esfolam os consumidores. É isso que explica porque Dilma Rousseff é a candidata de gente como Abílio Diniz, Lilly Marinho, grandes banqueiros, empresas de Telecom, e todos os setores altamente oligopolizados. Estão esculpindo os delírios mais espúrios de teóricos como Lênin e Hilferding. Estes imaginaram que assim seria o estágio final do capitalismo oligopolista. O PT resolveu materializá-lo, matando as pequenas empresas e esfolando os consumidores, patrocinando o grande final do capitalismo em grande estilo. E sonhando em dominar com bonomia e consentimento os vizinhos latino-americanos.
Nivaldo Cordeiro | 09 Agosto 2010
Artigos - Governo do PT
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Agora Governo Censura Livre expressão (Humor)

Como ja é de costume, o governo vem dando grandes novidades para os cidadãos brasileiros. Acostumados a fazermos críticas através do humor, o governo, durante a época de campanha política, quer novamente se levantar contra a expressão espontânea e inteligente dessa modalidade de protesto e entretenimento do povo brasileiro, proibindo qualquer tipo de humor que "afete" a imagem do candidato. Como se ja não fosse suficiente a probição das "palmadas", como também a proibição de palavrões nos estadios de futebol, o governo que colocar uma fita adesiva na boca dos críticos que utilizam o humor como forma de expressão da sua indignação contra os absurdos da vida politica e de varios setores da rotina política brasileira.
(Geraldo Camilo)
Especialista diz que restrição da lei eleitoral fere o direito de liberdade de expressão
O professor de Direito Constitucional Gustavo Binenbojm, da Uerj, diz que a lei eleitoral “incorre numa inconstitucionalidade”, ao restringir programas humorísticos, por ferir a liberdade de expressão. Para ele, o eleitor é capaz de entender o que é só uma piada.
Especialista critica lei eleitoral e tutela do Estado, lembrando que Constituição garante liberdade de expressão
ENTREVISTA (O Globo):
Mau humor
De acordo com especialista, humor na política deve ser preservado
RIO – As restrições impostas aos programas de humor pela lei eleitoral são inconstitucionais. É a opinião de Gustavo Binenbojm, professor de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que considera essas limitações uma forma de silenciar e censurar humoristas. A lei eleitoral proíbe que programas de rádio e TV “degradem ou ridicularizem” candidatos, provocando mudanças em programas como “Casseta & Planeta”, “CQC” e “Pânico na TV”. Em entrevista ao GLOBO, Binenbojm lamenta que sátiras políticas estejam perdendo espaço por causa da legislação. E considera um equívoco interromper um eficiente canal de comunicação entre políticos e eleitores. “O humor é um instrumento para atrair o interesse da opinião pública para um assunto”, frisa. O professor ressalta que o eleitor tem senso crítico suficiente para saber o que é apenas uma piada. “Se não acreditamos que o cidadão tem capacidade de fazer seu próprio julgamento, estamos caminhando para um regime fascista”.
Qual é a avaliação do senhor sobre as restrições aos programas humorísticos de TV previstas na lei eleitoral?
GUSTAVO BINENBOJM: Existe uma preocupação da lei brasileira de assegurar a lisura do processo eleitoral. Procura impedir manipulações nos meios de comunicação, como o uso de informações falsas que possam favorecer ou prejudicar determinado candidato. Seria uma regulação até desejável, mas as restrições vão muito além. Visam a garantir uma neutralidade dos veículos de comunicação de massa incompatível com a liberdade de expressão. Tal como foi redigida, a lei eleitoral provoca um efeito silenciador sobre manifestações artísticas como sátiras, charges e programas humorísticos. Impede o público de conhecer fatos através do humor. Antes de ser um direito, informar e criticar livremente é um dever dos veículos de comunicação. E, além disso, todo cidadão tem o direito de acesso à informação.
O que poderia ser feito para reverter as limitações enfrentadas pelos humoristas durante a campanha eleitoral?
BINENBOJM: O Congresso Nacional poderia editar uma nova norma ou corrigir a redação atual para permitir a existência de sátiras sobre candidatos em programas de humor durante as eleições. Num ambiente de liberdade de expressão, isso faz parte do debate público. Muitas vezes, o humor é a forma que melhor desperta a atenção dos cidadãos para assuntos de interesse público. Outro caminho seria recorrer ao TSE para que haja uma segurança jurídica na aplicação dessa norma pelos veículos de comunicação. O entendimento do TSE sobre o que a lei determina poderia garantir a liberdade necessária aos programas de humor.
Os defensores da atual legislação afirmam que as restrições são necessárias para garantir a lisura do processo eleitoral…
BINENBOJM: Ao que parece, o objetivo da lei eleitoral no caso seria impedir que um candidato cometesse excessos na propaganda eleitoral obrigatória usando a TV ou o rádio para difamar um adversário. Mas esse artigo da lei eleitoral acabou atingindo os programas humorísticos em geral. O humor é um instrumento para atrair o interesse da opinião pública para um assunto. Uma sátira se utiliza de características da personalidade de um político para despertar o interesse do telespectador.
O senhor discorda do argumento que relaciona a sátira política a uma forma de ofensa ou difamação?
BINENBOJM: Além de informar, os meios de comunicação têm o dever de criticar os fatos. E isso pode ser feito sob a forma de sátira, de charge ou qualquer outro formato de humor. A lei eleitoral brasileira incorre numa inconstitucionalidade, porque a norma atual é incompatível com o regime constitucional que assegura a liberdade de expressão.
Nos Estados Unidos, os políticos são alvos constantes de programas humorísticos, como o “Saturday Night Live”, da Rede NBC, mesmo durante a campanha eleitoral…
BINENBOJM: O modelo da lei eleitoral dos Estados Unidos é o mais liberal do mundo. Confere aos veículos de comunicação total liberdade, inclusive para manifestar apoio a um determinado candidato. Na Europa, existem algumas formas de regulação que procuram resguardar a imagem dos candidatos. Mas a lei brasileira é ainda mais restritiva. Produz um efeito silenciador sobre os veículos de comunicação. Prevalece uma visão preconceituosa: a ideia de que a lei e o Estado devem proteger o cidadão de si próprio. É uma cultura oficialista. Avalia que o Estado tem maior capacidade do que o cidadão para formular juízo crítico sobre fatos de interesse público. Isso é uma forma de censura.
O programa “Casseta & Planeta”, da Rede Globo, eliminou imitações aos presidenciáveis do roteiro durante a campanha. O “CQC”, da Band, amenizou o tom na abordagem aos políticos.O humor está sendo levado muito a sério pela atual legislação?
BINENBOJM: O papel do humor na política é tão importante que deve ser levado a sério e, justamente por isso, preservado de restrições impostas pela lei. O político precisa aprender a usar o humor a seu favor. O deputado que consegue rebater de maneira informada, contundente, a uma pergunta de um repórter do “CQC”, está prestando um serviço à população e também a si próprio. Está usando um veículo de comunicação para sua promoção pessoal. Toda vez que suprimo o direito de manifestação, provoco um efeito colateral que é a propagação da ignorância, do desinteresse. O sujeito tem de ser capaz de fazer do limão uma limonada, de fazer da charge um instrumento de promoção de suas próprias ideias. De compreender que as pessoas têm o direito de discordar, que isso é parte do debate político. A sátira não é uma distorção. É um elemento de vitalidade das democracias maduras.
O eleitor brasileiro está preparado para diferenciar o que é apenas uma piada?
BINENBOJM: Se não acreditamos que o cidadão tem capacidade para fazer seu próprio julgamento, estamos caminhando para um regime fascista. O Estado vai informar o que ele pode saber. A opção no Brasil foi pela democracia. E a democracia comporta riscos e, muitas vezes, escolhas equivocadas… A atual lei eleitoral é própria de sociedades que passaram por períodos de ditadura militar e ainda não atingiram a maturidade da liberdade de expressão. O que é essa maturidade? Defender a liberdade de expressão ainda que, circunstancialmente, ela possa se voltar contra você.
Fábio Brisolla
Fonte: http://liberdadeexpressao.wordpress.com/2010/07/28/censurar-humor-e-inconstitucional/
Missões - Coreia do Norte
Como os cristãos são perseguidos por causa da decisão de ser crente num dos países mais repressores do Mundo.
Mas o oposto é o caso de um país onde cada cidadão supostamente tem direitos fundamentais em termos de permissão para adorar seu Deus da maneira e forma que considerem adequada.
Você pode imaginar um caso como o de Juan Eun Hye, um desertor norte-coreano, que foi colocado sob severa vigilância e enfrentou toda forma de perseguição da Agência de Segurança da Coreia do Norte. “Eu tive que fugir do meu país e me tornar um refugiado. Apesar da educação completamente ateísta, da incessante propaganda anti-religiosa e da tenaz vigilância do governo, nossa família guardou a fé.”
De acordo com o relatório da Portas Abertas, existe um numero de 50.000 a 70.000 de cristãos que estão detidos em vários campos de prisão e há um total aproximado de 400.000 crentes na Coreia do Norte.
O relatório também afirmou que os cristãos norte-coreanos podem ser presos por qualquer ato que o Estado defina como crime, por exemplo, ser cristão, fazer qualquer comentário negativo sobre o regime de governo, ter uma foto do Kim II Sung em casa, manter a casa bem limpa ou mesmo viajar para a China atrás de comida.
É digno de atenção, que há oito campos de prisão política na Coreia do Norte que mantêm em torno de meio milhão a um milhão de pessoas e esses prisioneiros políticos estão constantemente sob ameaça de execução.
Existe também em torno de 30 campos onde há centenas de milhares de norte-coreanos que trabalham forçadamente todos os dias e dois desses campos juntos tem a mesma área que a Ilhota de Wight*.
A Portas Abertas também relata que nos últimos 30 anos cerca de 500.000 tenham perecido nas enormes redes de cadeias, campos de prisão e em secretos projetos subterrâneos em construção na Coreia do Norte.
Isto indica: “A falta de comida combinada com o árduo trabalho exigidos dos prisioneiros significa que eles morriam de desnutrição e exaustão. Alguns dos sobreviventes comiam qualquer coisa que achavam como cobras e ratos.”
Como resultado deste cenário, a Portas Abertas iniciou uma campanha diplomática, na qual mostraria as condições dos refugiados na Coreia do Norte e forçaria uma repatriação para a China.
Também a rede WCD de Noticias, Noticias Cristãs e Agência de Mídia tem relatado algumas vezes que cristãos na Coreia do Norte vivem sob constante perigo de assédio, prisão e tortura, e estes cristãos que estão debaixo de regime opressivo devem ter cuidado ao se reuniram para estudar a Bíblia ou adorar, como por exemplo, encontrarem-se em grupos de apenas 3 ou 4 e cobrir todas as janelas.
“Se você for a uma reunião de cristãos na Coreia do Norte, você tem que entender que está colocando sua vida em suas próprias mãos. Por ser descoberto como cristão você pode ser preso. Isto pode levar a sua execução. Portanto, você deve ser muito cauteloso para quem você compartilha informações”, acrescenta.
A ironia deste cenário é que a despeito de toda a intensa perseguição aos fiéis, quase que diariamente na Coreia do Norte, a população de cristãos naquela nação comunista está crescendo cada vez mais e é aberta ao evangelho.
Além disso, apesar dos dez milhares de cristãos que são presos por causa da sua fé naquele país, o jornal WCD diz que a fé dos cristãos continua a perseverar apesar de reunirem-se em secreto por necessidade para compartilhar a verdade das escrituras.
Fonte: Portas Abertas
O PT e as Farc
OLAVO DE CARVALHO
A propalada ausência de ligações não é algo que mereça discussão, nem mesmo atenção. É uma desconversa insultuosa, inadmissível, que falta ao mais elementar respeito para com o ouvinte, o público em geral, a nação inteira, as leis e a moralidade.
Que o PT não tenha nenhuma ligação com as Farc é uma alegação que não se pode aceitar nem a título de hipótese. Mesmo sem levar em conta as atas completas do Foro de São Paulo, nem os favores obscenos do governo Lula ao representante farqueano Olivério Medina, nem a completa omissão governamental ante as provas de atividade criminosa das Farc no nosso território, nem a revelação dos serviços de leva-e-traz oferecidos pelo Sr Marco Aurélio Garcia entre a narcoguerrilha colombiana e o então ministro Luiz Felipe Lampreia, até uma criança de cinco anos é capaz de compreender os seguintes fatos e juntar os pontos:
1. O Foro de São Paulo é a coordenação estratégica do movimento comunista na América Latina.
2. O sr. Luís Inácio Lula da Silva e o líder das Farc, Raul Reyes, já presidiram juntos uma assembléia do Foro, e juntos participaram de todas as outras.
3. É impossível conceber que os dois coordenadores máximos de uma estratégia comum não tenham nenhuma ligação, nenhuma comunidade de interesses, nenhuma atividade conjunta.
Quem fez a afirmação número 1 foi o próprio PT, no vídeo preparatório do seu III Congresso. A número 2 veio da boca do próprio Raul Reyes em 2003, em entrevista à Folha de S. Paulo, e nenhum representante do PT jamais a desmentiu desde então. A número 3 é uma exigência incontornável da inteligência humana. Negá-la é fazer-se de besta. Ou ser besta sem precisar fazer-se tal.
E não venham dizer que tudo isso é coisa de antigamente, que uma vez na presidência o PT cortou todos os laços com as Farc. Só para dar um exemplo, um modesto exemplo de como as coisas não são assim: em plena gestão Lula, o seu chefe de Gabinete, Gilberto Carvalho, continuou dirigindo, de parceria com o chefe militar das Farc, Manuel Marulanda Vélez ("Comandante Tirofijo"), a revista de propaganda comunista America Libre. Como poderiam fazê-lo sem ter ligação nenhuma é algo que só se alcança conceber, se é que se alcança, em estado alterado de consciência.
A propalada ausência de ligações não é algo que mereça discussão, nem mesmo atenção. É uma desconversa insultuosa, inadmissível, que falta ao mais elementar respeito para com o ouvinte, o público em geral, a nação inteira, as leis e a moralidade. A simples tentativa de impingir ao público uma mentira tão grosseira, tão boba, tão pueril, já é mostra daquele cinismo ilimitado que caracteriza a mentalidade sociopática, incapaz de medir, seja a feiúra dos seus atos, seja a inverossimilhança das palavras que os encobrem.
Quem quer que venha com esse tipo de subterfúgio só prova duas coisas. Primeira: que tem muito a esconder. Segunda: que ao tentar esconder-se está deixando o rabo à mostra.
O Brasil, como vários outros países da América Latina, é governado por bandidos perigosos, frios, calculistas, organizados, firmemente decididos a sujar-se até a medula, a cometer as mais inconcebíveis baixezas para manter e ampliar ilimitadamente o seu poder. Felizmente, não são tão espertos quanto se imaginam. Retorcendo-se em dores para fingir um sorriso de tranquilidade superior, só o que conseguem produzir é um sorriso amarelo. Desmentem-se, atrapalham-se, gaguejam e, no fim das contas, dão a cara a tapa. Só não levam o tapa porque nesse país não há mais homem que o desfira. Nunca um crime esteve tão patente à vista de todos, nunca tantos desviaram o olhar para não ter de enxergá-lo.
Com aquela ligação, esses bandidos estão fazendo o mesmo que fizeram com o Foro de São Paulo inteiro: primeiro negarão peremptoriamente a sua existência; depois buscarão dar-lhe aparência de coisa mínima, inofensiva, sem peso nem substância; por fim, quando sentirem que o perigo do escândalo já passou, passarão a trombeteá-la aos quatro ventos como façanha gloriosa, merecedora da gratidão da espécie humana.
Contarão, para isso, com a colaboração servil da mídia inteira e de praticamente todas as lideranças políticas, empresariais, religiosas, culturais, judiciais e militares desse país. Aqueles que, dessa massa de escravos e sicofantas, se levantarem por um minuto para esboçar um vago muxoxo, para encenar um débil lamento entre prudentes pedidos de desculpas e depois voltar ao confortável silêncio de sempre, serão celebrados como heróis, porque a alma popular se aviltou tanto que já não consegue conceber o heroísmo senão como paródia, como chanchada, como jogo de cena.